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A Schaeffler confirma as previsões para todo o exercício

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14-05-2019 | Sant Just Desvern

  • O volume de negócios aumentou ligeiramente durante o primeiro trimestre, apesar de um ambiente de mercado persistentemente difícil (0,4% a uma taxa de câmbio constante)
  • A Divisão Industrial persiste na tendência de crescimento, as divisões de Automotive descem ligeiramente
  • Margem EBIT antes de rubricas extraordinárias 7,5% inferior ao exercício anterior (11,0%), mas superior ao do quarto trimestre de 2018 (6,5%)
  • Cash flow disponível antes das entradas e saídas de fundos para atividades de fusões e aquisições de menos 235 milhões de euros (exercício anterior: menos 69 milhões de euros)
  • A transformação progride, adquirimos a XTRONIC GmbH e vendemos a fábrica em Plymouth (Reino Unido)

A Schaeffler, fornecedor global da indústria e do setor da automotivo, publicou hoje os resultados do primeiro trimestre de 2019. O Grupo Schaeffler gerou um volume de negócios aproximado de 3,6 mil milhões de euros durante o primeiro trimestre de 2019. A uma taxa de câmbio constante, o volume de negócios aumentou 0,4% em relação ao mesmo período do exercício anterior. Enquanto que o volume de negócios diminuiu ligeiramente a uma taxa de câmbio constante em ambas as divisões de Automotive (Automotive OEM em 1,7% e Automotive Aftermarket em 1,1%), estas reduções foram um pouco mais do que compensadas pelo aumento do volume de negócios da Divisão Industrial, 6,9% a uma taxa de câmbio constante. O crescimento do volume de negócios a uma taxa de câmbio constante do Grupo Schaeffler foi maior na região das Américas, que registou um aumento de 11,9%, enquanto que o volume de negócios continuou a diminuir na região da Grande China, com uma diminuição de 8,0%. A diminuição na região da Europa foi de 1,5%. Na região da Ásia/Pacífico, a taxa de crescimento a uma taxa de câmbio constante ascendeu a 2,8%.

Com base nestes resultados, o Grupo Schaeffler gerou lucros antes de juros e impostos (EBIT) de 230 milhões de euros (exercício anterior: 391 milhões de euros) durante os três primeiros meses. O EBIT foi afetado negativamente em 42 milhões de euros devido a efeitos especiais. Estes incluem 55 milhões de euros em gastos de reestruturação relacionados com o programa de eficiência RACE na Divisão Automotive OEM. O reembolso de uma multa de 13 milhões de euros paga em 2015 na Divisão Industrial, relacionada com procedimentos antitrust na Coreia, exerceu um efeito de compensação sobre o EBIT. Isto elevou o EBIT antes de rubricas especiais para 272 milhões de euros (exercício anterior: 391 milhões de euros), o que representa uma margem de EBIT antes de rubricas extraordinárias de 7,5% (exercício anterior: 11,1%). A descida do EBIT antes de rubricas extraordinárias pode ser atribuída principalmente à margem bruta menor e ao aumento dos gastos comerciais e administrativos.

O cash flow disponível antes das entradas e saídas de fundos para as atividades de fusões e aquisições foi inferior ao do mesmo trimestre no exercício anterior devido à redução da qualidade dos resultados e aos investimentos estratégicos. Ascendeu a menos de 235 milhões de euros (exercício anterior: menos 69 milhões de euros). Com base nisto, o rácio de CAPEX foi de 10,3% do volume de negócios (exercício anterior: 8,6%). Com base nestes resultados, o resultado líquido foi de 137 milhões de euros (exercício anterior: 238 milhões de euros), o que representa dividendos por ação de 0,21 euros (exercício anterior: 0,36 euros) para o primeiro trimestre de 2019.

Automotive OEM supera o mercado apesar de gerar um volume de negócios inferior
O volume de negócios da divisão Automotive OEM ultrapassou ligeiramente o nível do exercício anterior até aproximadamente 2,286 milhões de euros (exercício anterior: 2,280 milhões de euros) durante o período do relatório; no entanto, a uma taxa de câmbio constante reduziu 1,7%. Num ambiente que ainda é muito exigente, a divisão Automotive OEM superou significativamente a produção mundial de automóveis - que caiu 6,7% durante o mesmo período – em aproximadamente 5%. Das quatro divisões comerciais de Automotive OEM, as divisões comerciais de e-Mobility e Sistemas de Chassis contribuíram com taxas de crescimento a uma taxa de câmbio constante de 33,9% e 3,6%, respetivamente. Sobre esta mesma base, nas divisões comerciais de Sistemas de Motor e Sistemas de Transmissão, o crescimento diminuiu 3,4% e 6,0%, respetivamente. Com 12,4%, a taxa de crescimento a uma taxa de câmbio constante tem sido particularmente alta na região das Américas, seguida por 2,4% na região Ásia/Pacífico. Na região da Grande China, o volume de negócios diminuiu significativamente em 14,5% a uma taxa de câmbio constante, em parte devido à debilidade no mercado global e à relutância temporária dos clientes para comprar; os fatores que contribuíram para uma descida de 3,3% na Europa incluíram as repercussões persistentes da nova metodologia de teste de emissões WLTP.

Com base nestes resultados, a Divisão Automotive OEM gerou um EBIT antes de rubricas extraordinárias de 113 milhões de euros (exercício anterior: 218 milhões de euros). A margem EBIT antes de rubricas extraordinárias da Divisão ascendeu a 5,0% (exercício anterior: 9,6%) nos três primeiros meses. Esta deterioração deveu-se principalmente ao facto de a margem bruta ter diminuído 3,1 pontos percentuais até 21,1% (exercício anterior: 24,2%), principalmente devido ao efeito adverso dos volumes dos custos fixos, especialmente na China, e uma combinação de volume negócios menos rentável. Além disso, a Divisão não conseguiu aumentar suficientemente a eficiência da produção para poder compensar o impacto adverso dos preços e dos custos de pessoal e dos materiais.

O Grupo Schaeffler continua a esperar que a sua Divisão Automotive OEM gere um crescimento do volume de negócios de 1 a 3% a uma taxa de câmbio constante e uma margem EBIT ente 6 e 7% antes de rubricas extraordinárias para todo o exercício 2019.

O volume de negócios de Automotive Aftermarket desceu ligeiramente
A Divisão Automotive Aftermarket reportou uma ligeira descida do volume de negócios a uma taxa de câmbio constante de 1,1% durante o primeiro trimestre, num ambiente exigente: 441 milhões de euros (exercício anterior: 447 milhões de euros). A redução deve-se principalmente a um volume de negócios menor na região da Europa. A diminuição do volume de negócios nesta região deveu-se principalmente à diminuição do volume de negócios com alguns grandes clientes, impulsionada em parte pelo aumento da consolidação do mercado de pós-venda de veículos na Europa Ocidental, e aumentou para 4,2% a uma taxa de câmbio constante. A descida não foi totalmente compensada pelo aumento significativo no volume de negócios de 14,1% na região das Américas. Este aumento deveu-se principalmente às maiores exigências do mercado aberto independente, o Independent Aftermarket (IAM), na América do Sul. O impacto das regiões da Greater China e Ásia/Pacífico sobre a tendência do volume de negócios da Divisão Automotive Aftermarket foi insignificante.

Assim, o EBIT antes de rubricas extraordinárias de 64 milhões de euros (exercício anterior: 81 milhões de euros) representa uma margem de EBIT antes de rubricas extraordinárias de 14,4% (exercício anterior: 18,1%). A diminuição pode ser atribuída principalmente à redução de 1,9 pontos percentuais da margem bruta para 33,7% (exercício anterior: 35,6%) e ao aumento dos custos comerciais e administrativos.

O Grupo espera que a Divisão Automotive Aftermarket gere um crescimento do volume de negócios de 1 a 3% a uma taxa de câmbio constante e uma margem EBIT antes de rubricas extraordinárias de 15 a 16% em todo o exercício.

A Divisão Industrial continua a tendência de crescimento
Embora a produção industrial mundial tenha crescido de forma menos dinâmica, a Divisão Industrial expandiu o seu volume de negócios para 895 milhões de euros (exercício anterior: 824 milhões de euros). A uma taxa de câmbio constante, isto representa uma taxa de crescimento de 6,9%. Este crescimento foi impulsionado em grande parte pelos setores da Energia Eólica e das Matérias-primas, assim como pela Distribuição Industrial. Todas as regiões contribuíram para o aumento do volume de negócios. A região da Grande China reportou a maior taxa de crescimento a uma taxa de câmbio constante, 14,1% seguida por 9,1% na região das Américas, 6,3% na região da Ásia/Pacífico e 4,4% na região da Europa.

O EBIT antes das rubricas extraordinárias de 95 milhões de euros é ligeiramente superior ao valor do exercício anterior (92 milhões de euros). A margem EBIT da Divisão antes de rubricas extraordinárias de 10,6% foi ligeiramente inferior à do exercício anterior (11,2%). A redução deveu-se principalmente ao aumento elevado desproporcional dos custos comerciais e administrativos que compensaram a melhoria na margem bruta de 31,6% (exercício anterior: 30,2%).

O Grupo também confirma o seu objetivo de aumentar o volume de negócios da Divisão Industrial de 1 a 3% a uma taxa de câmbio constante, e de gerar uma margem EBIT antes de rubricas extraordinárias de 10 a 11% em 2019.

Investimentos elevados durante o primeiro trimestre, o número de empregados diminuiu ligeiramente
O cash flow disponível antes das entradas e saídas de fundos para atividades de fusões e aquisições de menos de 235 milhões de euros foi afetado pela qualidade dos resultados e investimentos estratégicos no trimestre que acaba de terminar. Embora as saídas de fundos relacionadas com o aumento nas existências tenham diminuído em relação ao mesmo período do exercício anterior, os investimentos ascenderam a 373 milhões de euros (exercício anterior: 306 milhões de euros), o que representa um aumento considerável do rácio CAPEX para 10,3% (exercício anterior: 8,6%).

Dietmar Heinrich, CFO de Schaeffler AG, afirmou: "Esse aumento temporário, devido em parte aos investimentos na AKO (Aftermarket Kitting Operation), será compensado durante o resto do exercício, o que nos permitirá cumprir o nosso objetivo de cash flow disponível para 2019.”

Dado que a dívida financeira líquida é ligeiramente mais elevada, o rácio Gearing, ou seja, a relação entre a dívida financeira líquida e os fundos próprios, diminuiu ligeiramente para 88,5% (31 de dezembro de 2018: 83,2%).

O número de empregados diminuiu 0,7%, o que corresponde a 641 pessoas, desde finais de Dezembro de 2018, até 91 837 pessoas no final de Março de 2019.

Progresso da transformação: confirmam-se as previsões para 2019
A transformação que o Grupo Schaeffler iniciou com o programa Agenda 4 plus One está a progredir. No final de Abril de 2019, o grau de implementação do programa é de 60%. Complementando o programa, no início de Maio de 2019 o Grupo Schaeffler adquiriu a XTRONIC GmbH, localizada em Böblingen, para aumentar a sua experiência em software e eletrónica, especialmente em relação à tecnologia de acionamento por cabos Space Drive. Além disso, a fábrica de Plymouth foi vendida a um investidor estratégico como um passo para a otimização da presença Europeia da empresa. Consulte os comunicados de imprensa e para as relações internacionais de 7 de Maio de 2019 para obter mais informações sobre ambas as transações.

O Grupo Schaeffler mantém as suas projeções para todo o exercício de 2019 e prevê um aumento do volume de negócios de 1 a 3% a uma taxa de câmbio constante, uma margem EBIT antes de rúbricas especiais de 8 a 9% e um cash flow disponível antes das entradas e saídas de fundos para atividades de fusões e aquisições de aproximadamente 400 milhões de euros.

Klaus Rosenfeld, CEO da Schaeffler AG, assinalou: "Os resultados do primeiro trimestre refletem as difíceis condições do mercado e da concorrência, especialmente no setor automotivo. Durante o resto do exercício, seremos muito disciplinados na gestão dos nossos custos e do nosso capital, e continuaremos a impulsionar constantemente a transformação do Grupo Schaeffler. A visibilidade continua baixa. Prevemos uma tendência para a melhoria das condições de mercado no setor automotivo durante o segundo semestre do exercício e, sobre esta base esperamos cumprir as nossas projeções para 2019."


Afirmações e previsões que fazem referência ao futuro
Algumas declarações deste comunicado de imprensa são afirmações orientadas para o futuro. De acordo com a sua natureza, as declarações orientadas para o futuro implicam geralmente uma série de riscos, incertezas e pressupostos que podem fazer com que os resultados ou as evoluções reais variem consideravelmente das previsões expressas. Estes riscos, incertezas e pressupostos podem incidir negativamente no resultado e nas consequências financeiras dos planos e desenvolvimentos aqui descritos. Não existe nenhuma obrigação de publicar atualizações ou revisões das previsões aqui expressas devido a novas informações, desenvolvimentos futuros ou outros motivos. O destinatário do presente comunicado não deve confiar excessivamente nas afirmações prospetivas que refletem exclusivamente a situação na data do comunicado. As afirmações incluídas no presente comunicado sobre as tendências ou os desenvolvimentos do passado não devem ser consideradas uma previsão de que essas tendências ou desenvolvimentos serão mantidos no futuro. O aviso acima também deve ser considerado em relação a qualquer declaração escrita ou oral efetuada pela Schaeffler, ou por pessoas que atuem em seu nome.

Editor: Schaeffler Iberia, S.L.U.
País: Portugal

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