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A Schaeffler reporta um forte 3º trimestre de 2020

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12-11-2020 | Sant Just Desvern

• O volume de negócios do terceiro trimestre é ligeiramente inferior ao do mesmo trimestre do exercício anterior (2,6% menos)

• A margem de EBIT antes de rúbricas extraordinárias de 9,4% do terceiro trimestre melhora consideravelmente em relação aos primeiros seis meses (1,2%) e é superior ao do mesmo trimestre do exercício anterior (9,1%)

• A recuperação do 3º trimestre foi impulsionada principalmente pelas duas divisões de Automotive; a tendência do volume de negócios da Divisão Industrial melhora ligeiramente em comparação com o primeiro semestre de 2020

• O cash flow disponível antes das entradas e saídas de fundos para atividades de fusões e aquisições de 333 milhões de euros é ligeiramente inferior ao do mesmo trimestre do exercício anterior (362 milhões de euros)

• São publicadas novas previsões para a totalidade do ano de 2020, no 4º trimestre a incerteza continua elevada

A Schaeffler, fornecedor global dos setores automotivo e industrial, apresentou o relatório provisório para os primeiros nove meses de 2020. O Grupo Schaeffler gerou 8.971 milhões de euros de volume de negócios durante o período (exercício anterior: 10.839 milhões de euros). Como consequência da redução da procura devido à pandemia de coronavírus, o volume de negócios a uma taxa de câmbio constante diminuiu consideravelmente durante o período, com uma queda de 15,4%. No terceiro trimestre, a procura melhorou, devido sobretudo à recuperação das duas divisões de Automotive, de modo que a redução foi de apenas 2,6% em comparação com o terceiro trimestre do exercício anterior. A diminuição do volume de negócios durante o período do relatório deveu-se à diminuição do volume de negócios relacionada com os volumes nas três divisões. O impacto da pandemia foi diferente nas quatro regiões. A região da Grande China registou um crescimento de 8,1% do volume de negócios a uma taxa de câmbio constante durante o período do relatório, devido à recuperação iniciada nesta região durante o segundo trimestre; a taxa de crescimento do terceiro trimestre em relação ao mesmo trimestre do exercício anterior foi de 16,5%. As três regiões restantes sentiram uma redução no volume de negócios a uma taxa de câmbio constante durante os primeiros nove meses, que foi de 22,6% na região da Europa, 18,4% nas Américas e 19,3% % na Ásia/Pacífico.

Nos primeiros nove meses de 2020, o Grupo Schaeffler gerou um EBIT antes de rúbricas extraordinárias de 385 milhões de euros, consideravelmente inferior ao do exercício anterior (883 milhões de euros). Isto representa uma margem de EBIT antes de rúbricas extraordinárias de 4,3% (exercício anterior: 8,1%).

No período do relatório, o EBIT foi afetado negativamente em 798 milhões de euros (exercício anterior: 88 milhões de euros) em rúbricas extraordinárias. Isto inclui um agravamento reconhecido do goodwill atribuído à Divisão Automotive Technologies de 249 milhões de euros no primeiro trimestre. As rúbricas extraordinárias incluem ainda os 549 milhões de euros de gastos relacionados com a ampliação dos programas RACE (Divisão Automotive Technologies), GRIP (Divisão Automotive Aftermarket) e FIT (Divisão Industrial), particularmente os relacionados com a redução de pessoal anunciada em Setembro para ajuste da capacidade estrutural excessiva. Incluindo estas rúbricas extraordinárias, o EBIT ascendeu a -413 milhões de euros (exercício anterior: +795 milhões de euros).

Forte resultado no 3º trimestre com resultados operacionais equilibrados em Automotive Technologies
A Divisão Automotive Technologies gerou um volume de negócios de 5.429 milhões de euros (exercício anterior: 6.772 milhões de euros) nos primeiros nove meses de 2020. A uma taxa de câmbio constante, o volume de negócios diminuiu consideravelmente em relação ao exercício anterior, registando uma redução de 18,2% devido principalmente aos volumes. Após o colapso da produção mundial de automóveis no primeiro semestre de 2020, como consequência da pandemia de coronavírus, a procura recuperou consideravelmente no terceiro trimestre, especialmente nas regiões da Grande China e Américas. Dado que a produção mundial de automóveis diminuiu 23% durante o período do relatório, o desempenho da Divisão de Automotive Technologies neste mesmo período foi aproximadamente de 5 pontos percentuais.

A diminuição significativa do volume de negócios nos primeiros nove meses de 2020 afetou todas as regiões exceto a da Grande China. Na região da Europa, o volume de negócios diminuiu 27,7% a uma taxa de câmbio constante. A região das Américas registou uma diminuição do volume de negócios de 20,7% a uma taxa de câmbio constante, e a diminuição na região Ásia/Pacífico foi de 20,1%. A região da Grande China registou um aumento do seu volume de negócios de 4,1% a uma taxa de câmbio constante. Após uma ligeira redução do volume de negócios de 2,2% a uma taxa de câmbio constante no primeiro semestre de 2020, o volume de negócios da região cresceu para 14,2% a uma taxa de câmbio constante durante o terceiro trimestre, impulsionado por uma recuperação considerável da procura.

Dentro das quatro áreas de negócios (BD), que registaram todas uma diminuição no volume de negócios, foi reportado um crescimento do volume de negócios no grupo de produtos de embraiagens duplas húmidas, principalmente impulsionado pela forte procura na Grande China e no grupo de produtos de eixos elétricos na Europa (ambos na área de negócios de e-mobilidade).

A Divisão gerou resultados equilibrados nos primeiros nove meses, com um EBIT antes de rubricas extraordinárias de 0 milhões de euros (exercício anterior: 379 milhões de euros), o que situou a margem EBIT antes de rúbricas extraordinárias do mesmo período em 0%, consideravelmente inferior aos 5,6% do exercício anterior.

O volume de negócios de Automotive Aftermarket diminuiu 9,7%, a margem EBIT situou-se nos 15,7%
A Divisão Automotive Aftermarket reportou uma diminuição do volume de negócios a uma taxa de câmbio constante de 9,7% durante os primeiros nove meses de 2020, até 1.203 milhões de euros (exercício anterior: 1.386 milhões de euros) devido aos volumes. Embora o volume de negócios a uma taxa de câmbio constante tenha diminuído 14,8% nos primeiros seis meses, principalmente devido à pandemia de coronavírus, o volume de negócios do terceiro trimestre apenas diminuiu ligeiramente em comparação com o mesmo período do exercício anterior (0,2% menos a uma taxa de câmbio constante).

O volume de negócios na região da Europa a uma taxa de câmbio constante diminuiu 9,7%, na região das Américas 9,1%, na região da Grande China 8,0% e na região Ásia/Pacífico 17,8%. No terceiro trimestre surgiram tendências claras de recuperação nas regiões da Europa, Américas e Ásia/Pacífico, devidas em grande medida ao negócio de Independent Aftermarket. A recuperação que começou na Grande China no início do segundo trimestre continuou também no terceiro trimestre.

Com base nas tendências do volume de negócios descritas anteriormente, a margem EBIT antes de rúbricas extraordinárias do período do relatório ascendeu a 189 milhões de euros (ano anterior: 228 milhões de euros). Isto representa uma margem de EBIT antes de rubricas extraordinárias de 15,7% (exercício anterior: 16,4%).

A Divisão Industrial, com uma redução de 11,3%, continua a crescer o negócio da energia eólica na Grande China
A Divisão Industrial gerou um volume de negócios de 2.338 milhões de euros (exercício anterior: 2.681 milhões de euros) nos primeiros nove meses de 2020. O volume de negócios a uma taxa de câmbio constante diminuiu 11,3% impulsionado pelos volumes, devido sobretudo à pandemia de coronavírus. A procura foi um pouco mais forte no terceiro trimestre do que na primeira metade do ano. As regiões Europa, Américas e Ásia/Pacífico registaram diminuições consideráveis do volume de negócios relacionadas com a crise durante o período do relatório. Por outro lado, a região da Grande China registou uma taxa de crescimento de dois dígitos, onde as soluções setoriais da energia eólica e a transmissão de potência continuam a crescer consideravelmente.

O crescimento do volume de negócios da região da Grande China a uma taxa de câmbio constante ascendeu a 20,2%, enquanto que a região da Europa registou uma diminuição de 21,5%, a região das Américas de 15,5% e a região da Ásia/Pacífico de 17,5%.

A Divisão Industrial gerou um EBIT antes de rúbricas extraordinárias de 195 milhões de euros (exercício anterior: 277 milhões de euros) durante os primeiros nove meses 2020, o que situa a margem de EBIT antes de rúbricas extraordinárias em 8,4% (exercício anterior: 10,3%).

Cash flow disponível superior ao do exercício anterior
Durante os primeiros nove meses de 2020, os lucros líquidos (perdas) atribuíveis aos acionistas antes de rúbricas extraordinárias diminuíram consideravelmente em relação ao exercício anterior e ascenderam a 139 milhões de euros (exercício anterior: 547 milhões de euros). Os lucros (perdas) líquidos foram de -525 milhões de euros (exercício anterior: 485 milhões de euros). Como resultado, os dividendos por ação ordinária sem direito a voto foram de -0,78 euros (exercício anterior: 0,73 euros).

Durante os primeiros nove meses do exercício, o cash flow disponível antes das entradas e saídas de fundos para atividades de fusões e aquisições, de 185 milhões de euros, foi superior ao do período do relatório do exercício anterior (133 milhões de euros). Os investimentos realizados em imobilizado corpóreo e bens imateriais durante o período do relatório por um valor de 481 milhões de euros situaram-se consideravelmente abaixo do nível do exercício anterior (823 milhões de euros), o que representa um índice CAPEX de 5,4% (exercício anterior: 7,6%).

Dr Klaus Rosenfeld, CFO da Schaeffler AG, afirmou: "Com 333 milhões de euros, o Grupo Schaeffler gerou um forte cash disponível no terceiro trimestre. O montante de 185 milhões de euros do período do relatório é superior ao do exercício anterior. Além da retoma do negócio, as medidas já iniciadas no ano passado para melhorar o cash flow estão a apresentar efeitos positivos, em particular o foco nos investimentos e a melhoria do capital circulante”.

A 30 de Setembro de 2020 a dívida financeira líquida do Grupo ascendeu a 2.688 milhões de euros (31 de Dezembro de 2019: 2.526 milhões de euros), pelo que o índice Gearing, ou seja, a relação entre as dívidas financeiras líquidas e os fundos próprios, ascendeu consideravelmente a 169,9% aproximadamente (31 de Dezembro de 2019: 86,6%). A relação entre a dívida líquida e o EBITDA antes das rúbricas extraordinárias era de 1,6x no final de Setembro de 2020 (31 de Dezembro de 2019: 1,2x).

À data de 30 de Setembro de 2020, o Grupo Schaeffler dispõe de aproximadamente 2.771 milhões de euros de liquidez disponível, o que representa aproximadamente 22% do volume de negócios dos últimos doze meses.

O Grupo tinha uma força de trabalho de 83.711 colaboradores a 30 de Setembro de 2020 (31 de Dezembro de 2019: 87.748), o que representa uma diminuição de 4,6% do número de colaboradores ou de 4.037 postos de trabalho no período do relatório.

A transformação acelerou, publicada as previsões para todo o exercício de 2020
Os programas de eficiência implementados nas três divisões na primavera de 2019, RACE (Automotive Technologies), GRIP (Automotive Aftermarket) e FIT (Industrial), tiveram o impacto previsto. As medidas estruturais e de eficiência que foram iniciadas neste contexto ajudaram a reduzir os custos comerciais. Além disso, o Grupo Schaeffler implementou ou iniciou medidas para mitigar as repercussões financeiras da pandemia de coronavírus durante o período do relatório. Estas medidas incluem a introdução e ampliação da jornada laboral reduzida, a utilização de horas das contas de tempo, a imposição do congelamento de contratações e o encerramento temporário de fábricas. A empresa já tinha alargado o programa de renúncia voluntária de 1.300 para 1.900 no plano de redução de colaboradores durante o primeiro trimestre.

Em Setembro, o Grupo Schaeffler comunicou um vasto pacote de medidas para implementar ajustes estruturais na Europa, principalmente na Alemanha, que incluía planos para uma redução de pessoal de 4.400 postos de trabalho. Além de reduzir a capacidade estrutural excessiva e de consolidar as unidades, o pacote de medidas pretende ainda reforçar a competitividade da empresa e ampliar as capacidades locais.

A 9 de Novembro de 2020, o Comité Executivo da Schaeffler AG acordou novas previsões para a totalidade do exercício de 2020 com base na informação mais recentes sobre a evolução do negócio no quarto trimestre. A 24 de Março de 2020, o Comité Executivo da Schaeffler AG suspendeu as previsões para a totalidade do exercício de 2020, que haviam sido publicadas a 10 de Março de 2020, já que, devido à excecional incerteza em relação à pandemia de coronavírus, previam-se resultados inferiores ao nível do exercício anterior.

As novas previsões baseiam-se no pressuposto de que os mercados de venda relevantes para o Grupo Schaeffler continuem a recuperar no quarto trimestre de 2020 e, em particular, que a pandemia de coronavírus não tenha novas implicações adversas significativas para os resultados das operações da empresa. No entanto, o ambiente continua marcado pela volatilidade e pela incerteza.

O Grupo Schaeffler tem previsto um crescimento de -13,0 a -11,5% do volume de negócios a uma taxa de câmbio constante em todo o exercício de 2020. Além disso, a empresa espera gerar uma margem EBIT antes de rúbricas extraordinárias entre 4,5 e 5,5% em todo o exercício de 2020. Além disso, o Grupo Schaeffler prevê um cash flow disponível antes das entradas e saídas de fundos para atividades de fusões e aquisições de 500 a 600 milhões de euros em 2020.

Os dados principais para as três divisões são os seguintes:
Table Division

Klaus Rosenfeld, CEO da Schaeffler AG, assinalou: "No terceiro trimestre, experimentamos uma recuperação considerável em comparação com os primeiros seis meses; isto reflete-se especialmente na nossa margem EBIT melhorada e no forte cash flow disponível. Em particular, as duas divisões de Automotive beneficiaram com a retoma da procura, o que permitiu estabilizar os resultados do Grupo Schaeffler. No entanto, considerando a grande e persistente incerteza relativamente à evolução futura da pandemia de coronavírus, e tendo em conta a possibilidade de novas medidas de confinamento em alguns mercados, seria prematuro supor que a crise tenha terminado. Por esse motivo, devemos manter-nos vigilantes e continuar a implementar de forma consistente as medidas adotadas para reforçar a competitividade do Grupo Schaeffler e a nossa capacidade de aproveitar as oportunidades futuras”.

Afirmações e previsões que fazem referência ao futuro
Determinadas declarações deste comunicado de imprensa são afirmações orientadas para o futuro. De acordo com a sua natureza, as declarações focadas no futuro implicam geralmente uma série de riscos, incertezas e pressupostos que podem fazer com que os resultados ou as evoluções reais variem consideravelmente das previsões expressas. Estes riscos, incertezas e pressupostos podem incidir negativamente no resultado e nas consequências financeiras dos planos e desenvolvimentos aqui descritos. Não existe nenhuma obrigação de publicar atualizações ou revisões das previsões aqui expressas devidas a novas informações, desenvolvimentos futuros ou outros motivos. O destinatário do presente comunicado não deve confiar excessivamente nas afirmações prospetivas que refletem exclusivamente a situação na data do comunicado. As afirmações incluídas no presente comunicado sobre as tendências ou os desenvolvimentos do passado não devem ser consideradas uma previsão de que essas tendências ou desenvolvimentos serão mantidos no futuro. O aviso acima também deve ser considerado em relação a qualquer declaração escrita ou oral efetuada pela Schaeffler, ou por pessoas que atuem em seu nome.

Editor: Schaeffler AG
País: Portugal

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